Hospital Universitário do Ceará realiza I Simpósio de Microcirurgia Reconstrutiva de Cabeça e Pescoço
O Hospital Universitário do Ceará (HUC) realizou, no dia 30 de março, no auditório central da unidade, o I Simpósio de Microcirurgia Reconstrutiva de Cabeça e Pescoço. O evento reuniu profissionais, residentes e estudantes da área da saúde, além de especialistas convidados, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre técnicas de reconstrução cirúrgica e os avanços na assistência hospitalar.
A iniciativa teve como principal objetivo divulgar a microcirurgia reconstrutiva na especialidade de cabeça e pescoço, destacando sua evolução e importância no contexto atual da medicina. Além disso, o simpósio marcou a apresentação do primeiro time fixo de reconstrução microcirúrgica do Estado, sediado no HUC, reforçando o papel da instituição como referência em procedimentos de alta complexidade.
De acordo com o coordenador médico de cabeça e pescoço do HUC, Dr. Bruno Segundo, a microcirurgia reconstrutiva é essencial tanto para viabilizar procedimentos antes considerados inviáveis quanto para reduzir sequelas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Estamos falando de cirurgias complexas, que podem durar até 12 horas, mas que têm como objetivo principal devolver função e qualidade de vida ao paciente. Muitas vezes, elas permitem reconstruções que evitam mutilações e que salvam vidas”, destacou.
Ele também enfatizou que a equipe multidisciplinar do serviço envolve cirurgiões e anestesistas especializados e profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e psicologia.
Nesse contexto, a fonoaudióloga Cláudia Belém, especialista em oncologia, reforçou o papel fundamental da fonoaudiologia no cuidado desses pacientes. Segundo ela, a atuação fonoaudiológica está diretamente ligada à reabilitação de funções essenciais afetadas pelas cirurgias, como fala, voz, mastigação, deglutição e motricidade facial. “São cirurgias que impactam diretamente a comunicação e a alimentação, além da autoestima. A fonoaudiologia atua para reabilitar essas funções e devolver qualidade de vida ao paciente”, explicou.
Já a médica residente de cabeça e pescoço, Andrea Melo, ressaltou o caráter inovador do serviço no Ceará e no Nordeste. Segundo ela, o simpósio tem papel fundamental na formação profissional e na ampliação do conhecimento sobre a microcirurgia reconstrutiva. “O simpósio está explanando sobre o tema e contribuindo diretamente para a minha formação, permitindo que, no futuro, eu possa exercer essa mesma função com mais preparo e segurança. É uma oportunidade de aprofundar o conhecimento e entender, na prática, o impacto dessas cirurgias na reabilitação e na qualidade de vida dos pacientes”, afirmou.
O simpósio abordou temas científicos, organizacionais e assistenciais, incluindo discussão de casos, cuidados no intraoperatório, reabilitação e formação profissional, evidenciando a complexidade e a integração necessárias para a realização dessas cirurgias. A expectativa da organização é que o evento passe a fazer parte do calendário institucional, sendo realizado anualmente na unidade.